Marcos Assayag assume comando da Onip

Presidente do Conselho Deliberativo da entidade, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, diz que entidade será mais robusta em capacidade intelectual com a chegada do executivo

Oito meses após a saída de Eloi Fernández y Fernández, a Onip passará a ser comandada por Marcos Assayag, ex-executivo da Petrobras, com forte experiência no segmento de Desenvolvimento Tecnológico. O executivo terá a missão de elaborar até outubro um plano para detalhar o novo perfil e porte da entidade, que ficará mais enxuta e passará a atuar exclusivamente como um agente indutor da competitividade da cadeia produtiva nacional, sem desenvolver trabalhos técnicos de prestação de serviço sob encomenda.

A indicação de Assayag foi aprovada na quinta-feira (10/8), em reunião do Conselho Deliberativo (CD), que se estendeu por três horas, quase o dobro do tempo do último encontro do colegiado realizado em meados de abril. Durante a reunião dos 41 associados, foi aprovada também a reeleição de Eduardo Eugênio Gouvêa para a presidência do CD e um orçamento trimestral para a sobrevivência da Onip até setembro, ainda sob os padrões atuais. A indicação de Assayag não estava prevista na pauta da reunião e foi apresentada aos associados por Gouvêa, logo no início da reunião.

“Conversamos muito sobre a vocação da Onip e a necessidade de promovermos a competitividade da indústria brasileira, ajudando na discussão de uma política industrial para o setor, aproximando os fornecedores e prestadores de serviço das petroleiras e foi unânime que o Assayag é um profissional competente para levar isso adiante. Foi uma reunião muito importante para o futuro da Onip, que será mais enxuta no sentido de talvez não ter esse trabalho de prestação de serviço, mas será mais robusta em termos de capacidade intelectual ”, avaliou Eduardo Eugênio Gouvêa.

Na prática, a Onip seguirá sob a concepção atual até o fim de setembro. Depois que o plano for concluído, avaliado e aprovado, a proposta é de que a “nova Onip” passe a ser custeada apenas pelas cotas dos associados, modelo vigente até 2002. Com a elaboração de trabalhos fora do seu escopo de atuação, a entidade terá um corpo técnico-gerencial bem menor que o atual, hoje com cerca de 30 funcionários. As apostas se voltam a cinco a dez pessoas, no máximo.

O plano de ação a ser desenhado por Assayag irá detalhar a estratégia de atuação, a quantidade de pessoas necessárias para tocar a nova estratégia e o orçamento necessário para garantir sua operacionalidade no último trimestre de 2017 e em 2018. O plano será submetido à aprovação do Conselho Deliberativo entre o fim de setembro e o início de outubro, em reunião ainda por ser agendada, mas que até lá o trabalho será acompanhado pelo Conselho Consultivo.

Apesar do avanço no cenário de indefinição que prevalecia até então, alguns associados avaliam que é importante aguardar os indicadores financeiros para saber se o plano de ação será compatível com a expectativa de aporte das entidades.

A reunião do Conselho Deliberativo da Onip foi aberta pelo presidente do Conselho Deliberativo, Eduardo Eugênio Gouvêa, seguido pela apresentação de Marcio Félix, secretário de Petróleo & Gás do Ministério de Minas e Energia. Após a abertura, foi a vez de Bruno Musso, diretor-geral interino da Onip, apresentar um panorama da atual situação da Onip e propor um orçamento. Em seguida, Marcos Assayag, na condição de indicado, apresentou o estudo feito sobre o novo papel da Onip.

Concluída a primeira etapa da reunião, segundo apurado, Assayag, Musso e outros dirigentes da Onip deixaram a reunião para que os associados pudessem avaliar as proposições. Apesar de haver resistência à escolha do novo dirigente antes da finalização integral do plano estratégico, a indicação de Assayag não foi questionada e sua aprovação foi confirmada com unanimidade.

Outra decisão dos associados foi estabelecer uma rotina de reuniões mais frequentes dos conselhos deliberativos e consultivo. Nos últimos anos, os colegiados faziam no máximo três reuniões por ano.

A Onip foi criada em 1999 e, desde o acirrramento das discussões em torno do conteúdo nacional, mergulhou em uma crise político-institucional, que culminou na saída de Eloi Fernández y Fernández, depois de quase 18 no comando da entidade.

http://brasilenergiaog.editorabrasilenergia.com/daily/bog-online/empresas/2017/08/marcos-assayag-assume-comando-da-onip-475496.html

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