PPSP rende bem acima da meta atuarial em outubro

O Plano Petros do Sistema Petrobras (PPSP), de Benefício Definido (BD), registrou rentabilidade de 1,26% em outubro, acima da meta atuarial de 0,72% para o mês. No acumulado dos dez meses do ano, os investimentos do plano tiveram valorização de 16,30%, bem superior à meta atuarial de 10,78% para o período.

O resultado de outubro foi impulsionado pelos investimentos em renda variável (ações negociadas em bolsa, fundos e participações em empresas), que tiveram alta de 2,34%, principalmente em função do otimismo do mercado financeiro em relação ao cenário político e às medidas econômicas do governo federal. A renda variável também apresentou bom desempenho no acumulado até outubro, com crescimento de 16,99%.

A renda fixa (títulos públicos e privados, além de fundos), que concentra cerca de 45% dos investimentos do PPSP, teve rendimento de 0,78% no mês. No resultado acumulado de janeiro a outubro, o segmento se mantém em destaque, com retorno de 25,10% frente à alta de 11,58% do principal referencial do mercado, o CDI. Os Títulos Públicos Federais continuam puxando a rentabilidade, com crescimento de 28,47% no mesmo período.

Já o segmento de investimentos estruturados (Fundos de Investimentos em Participações – FIPs, veículos de investimento em empresas ou projetos de empreendimento), que corresponde a cerca de 6% dos recursos do PPSP, teve desempenho negativo de 0,39% no mês e de 14,57% de janeiro a outubro. O resultado acumulado está relacionado a decisões de investimentos que se mostraram inadequados, bem como à sucessiva frustração das expectativas do mercado em relação à retomada do crescimento econômico, o que vem dificultando a reação deste segmento. Além disso, medidas adotadas recentemente pelo governo para enfrentar a crise podem impactar o cronograma de operação ou expansão de empresas ou projetos que compõem essa carteira.

Ainda neste segmento, é importante ressaltar que a Petros solicitou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a abertura de processo investigativo para apuração de eventuais irregularidades por parte de gestores terceirizados em alguns desses FIPs e que teriam contribuído para o resultado negativo dos investimentos.

*A rentabilidade total do plano é o retorno dos investimentos, descontados outros fatores que interferem no resultado, como por exemplo, despesas de custeio administrativo.


Composição da carteira
– em percentual (%)


Movimentação do PPSP em outubro

• Patrimônio (ativos): são todos os investimentos que o plano possui, mais outros recursos que ele tem a receber.

• Compromissos futuros do plano (passivo): são os valores comprometidos com os pagamentos de benefícios de todos os participantes, seguindo o que está previsto no regulamento do plano.

• Equilíbrio técnico: é basicamente a diferença entre os compromissos futuros e o patrimônio do plano. Sofre variações para mais ou para menos, de acordo com a movimentação desses compromissos e a rentabilidade dos investimentos. Quando os compromissos futuros ficam maiores que o patrimônio ocorre déficit. Quando a situação é inversa, há superávit.

Saiba mais: O déficit acumulado baixou de R$ 24,5 bilhões, em setembro, para R$ 24,2 bilhões em outubro, porque a rentabilidade dos investimentos superou a meta atuarial do mês. Ou seja, em outubro, a combinação dos ganhos dos investimentos com a maior entrada de recursos (recebimento de contribuições) do que saída (pagamento de benefícios) fez com que o patrimônio crescesse mais do que os compromissos futuros do plano. Com isso, o resultado negativo foi reduzido em cerca de R$ 280 milhões. A rentabilidade dos investimentos em 2016, no entanto, não elimina a necessidade de equacionamento do déficit acumulado em 2015. O equacionamento atende à legislação e é fundamental para assegurar a sustentabilidade do plano.

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