Break even médio dos projetos brasileiros está em US$ 50/barril


O break even médio dos projetos brasileiros está em US$ 50/barril, de acordo com a Wood Mackenzie. Para a consultoria, as áreas em águas profundas brasileiras são um caso singular no mundo, pois conseguiram se manter viáveis mesmo com a baixa do barril devido a projetos de larga escala, como Libra, na Bacia de Santos.

Diversos empreendimentos em águas profundas em Angola e na Nigéria já foram cancelados e há outros em risco no Golfo do México americano. A análise de break even feita pela Wood Mackenzie mostra que projetos de águas profundas são os que têm curva de custos mais cara, sendo que muitos já não são mais viáveis, mesmo com a deflação dos custos.

“Se o preço do barril permanecer abaixo de US$ 50, muitos projetos convencionais grandes estão em risco de serem adiados ou cancelados”, afirmou Harry Paton, analista de pesquisa da consultoria.

A pesquisa mostra que a maioria dos projetos que ainda não passaram pela fase final de investimento não são mais comerciais, mesmo que o barril suba a US$ 60, apesar de serem necessários para atender ao crescimento da demanda na próxima década.

Em contraste, os ativos nos Estados Unidos estão resistindo à baixa do barril. A consultoria apontou que 70% dos projetos convencionais que ainda não passaram pela fase final de investimento e das novas perfurações em áreas de tight oil (formações fechadas) no país são comerciais com o Brent abaixo de US$ 60.

“Desses projetos convencionais e de tight oil, um total de 13 milhões de barris/dia poderia ser desenvolvido até 2025, pois o break even médio está em US$ 51/barril, diminuição de US$ 8/barril em relação há um ano e queda de US$ 19/barril desde o pico de 2014”, explicou Patrick Gibson, diretor de Pesquisa de Produção de Óleo Global da Wood Mackenzie.

A consultoria acredita que tais projetos serão fundamentais para compensar a queda na produção em curso atualmente e o aumento da demanda. O tight oil americano foi ajudado principalmente por melhorias na produtividade e deflação nos custos.

Diante desse cenário, os grandes beneficiados devem ser os operadores das bacias que têm potencial para crescimento de recursos não convencionais no país, como as áreas de Mid-Continent e Permian, onde atuam companhias como EOG, Pioneer, Continental, Apache, ExxonMobil e Chevron.

A Wood Mackenzie não é a única a prever caminhos positivos para a produção dos Estados Unidos. Esta semana, a Rystad Energy afirmou em um boletim que a produção no shale americano deve voltar a crescer já no segundo semestre de 2016. De acordo com a Rystad, a produção no país é resistente, já que teve uma queda de apenas 100 mil barris/dia entre janeiro e maio deste ano, mesmo em meio à baixa.

http://brasilenergiaog.editorabrasilenergia.com/daily/bog-online/ep/2016/07/break-even-medio-dos-projetos-brasileiros-esta-em-us-50barril-470565.html

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